Anjos - Resgate e Salvamento
Anjos Resgate e Salvamento

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    Emergencistas precisam estar em dia com condicionamento físico e equilíbrio emocional

    Data: 14/02/2014

    O emergencista entra em ação em evento que requer cuidado, atendimento e atenção urgentes. Da presteza e acurácia do trabalho deste profissional, depende a saúde da vítima.

    Bombeiros, socorristas de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) e guarda-vidas, por exemplo, enquadram-se nesta função, na qual segundos de demora ou hesitação podem tornar-se fatais. Incêndios, atropelamentos e afogamentos são alguns dos cenários onde atua este socorrista, que deve reunir as condições físicas e emocionais necessárias para ultrapassar obstáculos, sobrepor-se a dificuldades e então salvar seres humanos em perigo - ou, quando tudo dá errado, superar a perda de uma vida em suas mãos.

    Devido a este caráter extremo de atuação, nem todos podem ser emergencistas. "Não basta apenas o conhecimento técnico para se poder envergar um macacão de APH", afirma Fábio de Almeida Gomes, tenente-coronel médico da Polícia Militar do Estado da Paraíba, especializado em Sistemas de Emergências e Traumas pelo Rambam Medical Center, em Haifa, em Israel, e em Medicina de Tráfego, pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), formado no curso de Suporte Básico de Vida, instrutor do ATLS (Advanced Trauma Life Support) e do PHTLS (Prehospital Trauma Life Support).

    "Equilíbrio emocional, senso de trabalho em equipe, saúde física regularmente estável, disposição física, entre outros atributos, são preponderantes para se compor o perfil profissiográfico do socorrista. A despeito das atividades civis e militares no atendimento pré-hospitalar serem distintas, em ambos os casos os pré-requisitos físicos e psicológicos são exatamente os mesmos. Lembrando que não são simplesmente exames laboratoriais normais, como também testes psicológicos favoráveis, que irão assegurar uma condição de excelência para tal função".

    As exigências físicas variam conforme a atividade do emergencista. O bombeiro, por exemplo, precisa estar preparado para entrar em prédios em chamas, perscrutar escombros em busca de sobreviventes e enfrentar uma série de desafios que exigem bom condicionamento físico. Por isto, as corporações avaliam cada um de seus profissionais anualmente, por meio de um teste, o TAF (Teste de Aptidão Física). Da mesma forma, o emergencista do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também precisa estar atento ao seu condicionamento, mas não costuma ter, em seu dia a dia, um nível de exigência física tão grande quanto o do bombeiro. De acordo com Ronaldo Tafuri, pós-graduado em Fisiologia Humana e Fisiologia do Esforço, que ministra cursos básicos e avançados na Fox Treinamento de Resgate Internacional, há um déficit no condicionamento de alguns socorristas de APH no Brasil. "Fisicamente, alguns emergencistas brasileiros não estão preparados", avalia.

    "O bombeiro até tem preparo, mas 80 por cento dos profissionais do SAMU, nos meus cursos, não têm condições físicas para completar as tarefas. Se botar o inbríduo para subir e descer escada com uma prancha, vai ver que não tem preparo. Até desce o barranco para atender à vítima, mas não sobe depois. Eles recebem um treinamento, mas não têm atividade física". Especialista em Fisiologia pela Universidade Federal de São Paulo, Waltecir Lopes, que treina emergencistas em salvamento e primeiros socorros na GESBRASIL, tem a mesma percepção de Tafuri. Um dos problemas, segundo ele, é que, excetuando-se os militares e os guarda-vidas (militares ou civis), o restante dos emergencistas não tem a obrigação do condicionamento físico para a realização de suas atividades - apenas uma recomendação de que tenha aptidão para tal. Inclusive, Lopes acrescenta que a falta de preparo coloca a saúde do emergencista em risco. "Por ser uma atividade que exige puxar, rolar algo, andar e até correr em algumas situações, fazer força, penso que a falta de condicionamento físico pode causar males para a saúde do socorrista, como o risco de acidentes devido à falta de preparo físico, lesões por esforço repetitivo, Overuse (trauma por estresse), riscos ergonômicos em si e até riscos cardiovasculares, entre outros".

    "De um modo geral, não tem havido, até agora, uma real preocupação, por parte dos gestores, com o tópico `condicionamento físico das equipes de APHÂ’ - salvo honrosas e raras exceções", aponta Gomes. "Como, quase sempre, os processos seletivos para tais funções não preveem esta avaliação, frequentemente nos deparamos com profissionais sem o mínimo preparo físico para desempenhar a contento e com segurança o atendimento das emergências médicas fora do âmbito hospitalar". De acordo com Patricia Pasquini, da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Saúde de São Paulo, o SAMU de São Paulo não tem programa de avaliação de condicionamento físico de seus funcionários. Não há exames rotineiros ou projetos específicos de preparação física. "Não é necessário, pois o funcionário do SAMU tem menor exposição física. Mas se aconselha (aos emergencistas) manter um condicionamento adequado".

    Para Tafuri, os profissionais das brigadas das empresas também deveriam apresentar melhores condições físicas. "A lei exige que se tenha pessoas treinadas, e as empresas mandam qualquer um. Normalmente, quem não é essencial para o funcionamento da empresa. Uma vez, enviaram para o curso uma senhora de 70 anos com problema na coluna.  Eu sempre digo: no Brasil, não existe uma cultura, nem educação em segurança. Não se vê treinamento em escola, e não se vê treinamento em empresa".

    Avaliações físicas
    Conforme Tafuri, um critério que poderia ser usado para uma avaliação de profissionais de APH é o IMC (Índice de Massa Corporal). "Pensando em IMC, o emergencista não poderia -passar do sobrepeso. O sobrepeso seria um alerta", afirma. Na mesma linha, Lopes avalia: "Não é estar pronto para uma guerra ou uma luta do MMA, mas ter o mínimo de condição física para realizar atividades de andar, correr, puxar, abaixar e levantar com peso, fazer compressões, etc".

    Anatel determina utilização dos números 911 e 112 nas chamadas de emergência

    Data: 29/11/2013 / Fonte: Anatel

    Brasília/DF - O Conselho Diretor da Anatel aprovou alteração no Regulamento do Serviço Móvel Pessoal (SMP) com objetivo de permitir a realização de chamadas para o atendimento de emergências do serviço público (Polícia Militar) também por meio dos códigos 112 e 911. Atualmente, esses são os números de emergência adotados pela Europa e pelos Estados Unidos, respectivamente. No Brasil, o número utilizado é o 190.

    A adoção dos números 112 e 911 vai possibilitar que os serviços de emergência possam ser utilizados com maior facilidade pelos visitantes internacionais, especialmente durante os grandes eventos que serão realizados no Brasil nos próximos anos. A medida deverá ser implantada nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo 150 dias após a publicação da alteração no Diário Oficial e no prazo de 180 dias nos demais municípios.

    As prestadoras do serviço móvel deverão ainda disponibilizar aos responsáveis pelos serviços públicos de emergência solução que permita o acesso à informação sobre a localização dos telefones móveis originadores de chamadas ou de mensagens de texto destinadas ao respectivo serviço público de emergência. Com esta medida, será possível atender as ocorrências com maior rapidez.

    Acidentes de trânsito deixam SAMU-MG em estado de alerta


    Data: 05/09/2013 / Fonte: SAMU-MG

    Nos últimos meses, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Norte de Minas (SAMU Macro Norte) tem sido acionado a cada 45 minutos para atender a vítimas de acidente de trânsito, uma média de quase 800 atendimentos por mês somente para esse tipo de ocorrência, respondendo por cerca de 70% dos atendimentos por causa externa realizados na região.

    Em Montes Claros, a maior cidade do Norte de Minas, com 385 mil habitantes, segundo o IBGE, a média de atendimento do SAMU para esse tipo de ocorrência é um a cada duas horas. O SAMU Macro Norte cobre 86 municípios do Norte de Minas, assistindo a uma população de cerca de 1,6 milhão de pessoas. São 37 bases estrategicamente instaladas na região com uma Central de Regulação, sediada em Montes Claros.

    No Norte de Minas está o segundo maior entroncamento do país e o grande fluxo de veículos, especialmente nas Rodovias 365, 135 e 251 que cortam a região, e contribuem para a ocorrência de acidentes. Segundo dados das polícias Militar e Rodoviária Federal, nestas rodovias houve um aumento de quase 20% no número de acidentes e de 70,6% no número de mortes, entre 2009 e 2011.

    Mas a grande maioria dos acionamentos do SAMU por acidente de trânsito é para atendimento na área urbana, principalmente envolvendo motocicletas, que respondem por mais 60% das ocorrências. Somente no período de janeiro a julho de 2013 foram quase cinco mil atendimentos.

    Segundo o médico e instrutor do SAMU Macro Norte, Antônio Marinho Cedrim, além do aumento expressivo da frota, o motociclista nem sempre está preparado para o trânsito e acaba sendo vítima, já que está mais exposto ao risco de lesão.

    De acordo com o médico, trauma é a principal causa de morte nas quatro primeiras décadas de vida e pode ser considerada uma epidemia de difícil controle. "No Brasil, são 140.000 mortos por ano em decorrência de acidentes de trânsito e para cada morte, três pacientes têm sequelas. A maioria desses acidentes ocorre por falta de educação para o trânsito, intolerância, imperícia e negligência dos condutores, e pela combinação álcool e direção", aponta o médico.

    Mas o médico explica que é possível reduzir os riscos de acidentes se as pessoas tomarem alguns cuidados e orienta que em caso de viagem o ideal é planejar com antecedência, consultando o mapa rodoviário para escolher o melhor trajeto, nas paradas aproveitar para checar o veículo e também para alongar o corpo. "Isso vai melhorar a circulação e reduzir a tensão", recomenda.

    Ao se deparar ou se envolver em um acidente de trânsito, o SAMU orienta sinalizar o local utilizando triângulo de sinalização e galhos de árvore, lembrando que nas rodovias é preciso sinalizar nos dois sentidos. Em caso de acidente envolvendo motocicletas, a orientação é não movimentar a vítima, não fazer torniquetes, não retirar o capacete e não dar nada para a vítima beber.

    Para pedir socorro basta ligar 192. A ligação é gratuita e dispensa o uso de cartão telefônico ou crédito no celular.

    Foto: Divulgação - SAMU-MG

    `Supercaminhão` de combate a incêndio chega a Viracopos


    Data: 03/09/2013 / Fonte: G1 Campinas e Região

    Campinas/SP - O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), recebeu no dia 3 de setembro um dos dois "supercaminhões" de bombeiros adquiridos pela concessionária responsável por administrar o terminal aéreo.

    O jato do canhão de água atinge 110 metros de distância, e o valor pago nos veículos foi de dois milhões de euros.

    O caminhão tem velocidade média de 115 km/h, motor com 740 cavalos, aceleração de 0 a 80 km/h em 30 segundos, tração nas seis rodas, e comporta 12,5 mil litros de água, 1,5 mil litros de Liquido Gerador de Espuma (LGE) e 250 kg de pó químico. A viatura pesa 35 toneladas.

    O modelo já é usado nos principais aeroportos da Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte, de acordo com a concessionária. Na cabine do veículo cabem até quatro bombeiros. O caminhão veio para o Brasil de navio, chegou ao Porto de Santos na segunda-feira (2) e foi transportado de carreta para Viracopos.

    Segundo a concessionária, o outro veículo chega ainda em 2013 e terá uma espécie de lança para furar a carenagem de aeronaves e injetar espuma antichamas.

    Foto: Divulgação - Aeroportos Brasil Viracopos

    Avião cai, explode e deixa três vítimas fatais em Belém

    Data: 03/09/2013 / Fonte: Agência Pará

    Belém/PA - Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar trabalham no resgate das vítimas e dos destroços do monomotor Cesna, prefixo PT-DDG, que caiu por volta das 15 horas de terça-feira (3), às margens da mata da estrada da Ceasa, próximo ao conjunto Morada Verde, em Belém (PA).

    Três pessoas morreram carbonizadas após a queda e explosão do avião, que partiu do Aeroclube do Pará com destino ao município de Portel, localizado na ilha do Marajó, a 264 quilômetros da capital paraense.

    Os mortos são Joaquim Calisto, comandante da aeronave, e os seguranças Rosivaldo Rabelo de Castro e Anderson Oliveira Conceição, ambos empregados da transportadora de valores Prosegur. O avião pertencia à empresa Dourado Transporte Aero e transportava certa quantia de dinheiro.

    As informações foram repassadas pelo capitão Renato Cunha, da Polícia Militar. "As causas do acidente ainda serão investigadas pela perícia, mas a PM está no local para dar todo o suporte necessário às buscas", afirmou.

    O Corpo de Bombeiros chegou ao local instantes após a queda do avião. "Encontramos a aeronave em chamas. O fogo foi combatido com espuma química e água. A explosão ocorreu porque a asa da aeronave estava cheia de combustível. Por isso, também estamos trabalhando na prevenção da área para evitar que possíveis focos de incêndio surjam", explicou o comandante operacional do Corpo de Bombeiros, Manoel Silva.

    Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas até o local do acidente, duas de combate a incêndio e uma guarnição de resgate. Ainda segundo o comandante, cerca de 15 homens da corporação trabalham na área. A Polícia Militar atua com 20 viaturas na localidade. A intenção é garantir isolamento ao redor dos destroços da aeronave, assim como a segurança de populares que estão na área.

    Segundo Alcides Cunha, motorista da Ceasa, que testemunhou a queda do avião, a aeronave bateu em uma árvore antes de cair na mata. Outras testemunhas também afirmaram que, antes do acidente, a aeronave sobrevoou baixo e apresentou indícios de falha.

    Perícia

    A respeito dos procedimentos médico-legais dos três corpos, vítimas do acidente aéreo com o monomotor Cesna, o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves esclarece que os cadáveres chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) às 18 horas, e já foram armazenados. Eles foram previamente analisados, e concluiu-se que é impossível identificação visual, pois estão altamente carbonizados.

    As três vítimas serão periciadas na manhã da quarta-feira (4), por uma equipe de peritos médicos legistas e peritos odontólogos, que definirão que tipo de material deverá ser coletado para identificação por meio de DNA. Os familiares também serão recebidos pelo diretor geral do Centro Renato Chaves, Orlando Salgado, que informará os tipos de procedimentos a serem tomados pela perícia do Pará para providenciar a liberação dos corpos no menor tempo possível. (Com informações de Nil Muniz, da Assessoria do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves)

    Foto: Eunice Pinto - Agência Pará

    Costura pode comprometer vestimenta antichamas


    Data: 30/08/2013 / Fonte: Agência USP

    O uso de linhas inadequadas para a costura de peças de vestuário de proteção ao calor e ao fogo pode comprometer a função desses produtos. Ao observar certas peças disponíveis no mercado, a engenheira têxtil Sandra Monteiro de Albuquerque notou que algumas delas possuíam costuras que não se enquadram nas normas e padrões de segurança exigidos para esse tipo de roupa.

    "Não só o tecido, mas a linha correta também deve ser a retardante de chama", explica.

    Em pesquisa de mestrado desenvolvida na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, ela investigou o comportamento de uma série de combinações de tecidos anti-inflamáveis e diferentes tipos de linha ao serem submetidas a testes de inflamabilidade.

    "Simulei algumas costuras com a linha recomendada e outros com linha comum, de poliéster", comenta a pesquisadora. Sandra reproduziu, com retalhos de tecidos anti-inflamáveis, costuras similares às observadas nas vestimentas encontradas, submetendo-as a simulações de propagação de fogo. Foram testadas, ao todo, quatro combinações de linha em quatro tecidos especializados.

    O trabalho "Estudo comparativo do comportamento da costura em tecido que retarda a chama submetida ao calor e à chama" foi orientado pela professora Regina Aparecida Sanches.

    Inflamabilidade

    Os experimentos que continham a linha específica para a vestimenta antichamas, de fibra de meta-aramida, foram, como esperado, os de melhor resultado, com autoextinção da chama, bem como sem derretimento ou gotejamento do material.

    "Se colocamos fogo, a linha queima e se apaga, não continua queimando, não dá continuidade ao fogo", relata. Por sua vez, nos testes com costuras que continham fibra de poliéster na composição combinadas a tecidos 100% de algodão com acabamento retardante de chama, as linhas apresentaram derretimento e foi desfeita a amarração do ponto de costura, embora também tenham atendido ao quesito de autoextinção da chama.

    No entanto, o pior resultado, segundo Sandra, foi o obtido a partir da combinação de tecido de meta-aramida com linhas de poliéster. "Apesar de o tecido não propagar a chama, nesse caso o calor se propagou na costura e a linha pegou fogo", conta.

    A pesquisadora também fez testes com bordados feitos com linhas inadequadas nas roupas. Os resultados mostram que, com a costura inadequada, o bordado também mantém a chama, apresentando ainda o agravante de possuir maior concentração de linha, favorecendo a continuidade do fogo, mesmo após a remoção da fonte de calor.

    "Isso é algo que não pode acontecer em vestimentas usadas para proteger de acidentes", diz a pesquisadora. "Não se pode concentrar apenas na pesquisa e compra do tecido e negligenciar o momento da costura".

    No Brasil, a comercialização das roupas de proteção ao calor e ao fogo é permitida a empresas que contem com uma licença e certificado obtidos após rigídos testes, alguns inclusive no exterior, em suas peças. No entanto, o controle do cumprimento das normas pode ser dificultado pela maneira como é distribuída a cadeia de produção no País.

    "No Brasil, a prática da terceirização da confecção é bastante acentuada. Se não houver um bom controle sobre o terceirizado, para que sejam cumpridas todas as normas, o produto pode ser colocado a perder", comenta Sandra.

    Foto: Marcos Santos - USP Imagens

    Comissão aprova faixa exclusiva para viaturas e ambulâncias


    Data: 30/08/2013 / Fonte: Agência Câmara

    Brasília/DF - A Comissão de Viação e Transportes aprovou no dia 28 de agosto proposta que destina uma faixa de trânsito exclusiva para veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, de polícia, de fiscalização e operação de trânsito e ambulâncias.


    Na ausência desses carros, segundo o projeto, outros motoristas poderão trafegar pela faixa reservada. A regra só vale para vias com mais de uma faixa.

    A medida consta do Projeto de Lei 3591/12, do deputado Policarpo (PT-DF), que recebeu parecer favorável do deputado Milton Monti (PR-SP). Monti disse que essa faixa exclusiva seria a "faixa da vida".

    "A proposta é de simples execução e de praticidade inquestionável, cujos efeitos poderão garantir a melhoria da eficiência dos serviços de socorro e salvamento", disse.

    Segundo ele, a distinção da "faixa da vida" dentre as outras não vai inviabilizar o uso pelos demais veículos, mas garantiria a desobstrução do trânsito para a passagem dos veículos de socorro.

    "Essa flexibilidade será possível com uma regulamentação inteligente", disse.

    Tramitação

    A proposta tem caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Foto: Agnaldo Novais - Agecom/BA

    Desabamento em SP: Bombeiros atuam 56 horas em meio a escombros

    Data: 12/09/2013 / Fonte: Revista Emergência

    São Paulo/SP - Em 27 de agosto, um prédio em construção na Avenida Mateo Bei, bairro São Mateus, em São Paulo/SP, desabou sobre os operários a serviço no local. De acordo com o CBPMESP (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de SP), 36 pessoas se encontravam na edificação no momento da ocorrência, por volta de 8h30min. Deste total, 26 foram resgatadas com vida, sendo sete delas em estado grave.

    Dois dias depois, as buscas foram encerradas pela corporação, totalizando dez corpos encontrados sob os escombros. Na data, cinco vítimas continuavam internadas em unidades de saúde da capital paulista, uma delas em estado grave.
    O endereço, onde antes funcionava um posto de gasolina, abrigaria a nova unidade de uma popular rede de lojas de roupas. Equipes de resgate foram mobilizadas e chegaram ao lugar minutos após o desabamento, concluindo o trabalho de resgate 56 horas depois.

    No total, foram mobilizados 270 homens, 70 viaturas, cinco cães e dois helicópteros Águia do Grupamento de Radiopatrulha Aérea da PM. Um centro de operações foi montado em frente ao local, onde representantes do CBPMESP, da Defesa Civil, do SAMU 192 e de outros órgãos e serviços se reuniram para tomar decisões em conjunto.
    Emergência esteve no local e acompanhou as ações de resgate, que ficaram marcadas pela dedicação dos bombeiros e pelo emprego de técnicas e táticas utilizadas em cenários de terremoto, por exemplo.

    A busca incluiu recursos tecnológicos de última geração, como a Search Cam, equipamento que consiste em uma haste flexível com uma microcâmera, a qual gera imagens de pontos de difícil acesso nos escombros, capaz até de capturar imagens no escuro.

    Ações

    O trabalho dos soldados do fogo seguiu ininterrupto mesmo durante a noite e as adversidades encontradas nas buscas por vítimas foram se intensificando. Ao entardecer do dia 27, o capitão do CBPMESP Marcos Palumbo referiu tais dificuldades ao lembrar da existência de áreas com barras de ferro e pilares de concreto armado, que pesam toneladas, restringindo muito o acesso das equipes.

    Por Priscilla Nery

    Comissão aprova proposta que unifica números de emergência

    Data: 28/08/2013 / Fonte: Agência Câmara
     
    Brasília/DF -
    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (28) proposta que unifica os números de telefone para todos os casos de emergência (polícia, bombeiros, atendimento médico, Defesa Civil e outros). A proposta tramitou em caráter conclusivo e agora será enviada ao Senado, se não houver recurso para votação no Plenário.

    Pelo texto, o número 190 será usado para entrar em contato com qualquer um desses serviços em qualquer parte do País. A medida está prevista no Projeto de Lei 175/11, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que modifica a Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/97).

    "Hoje, o usuário é obrigado a decorar uma variedade de números: 190 para Polícia Militar, 192 para atendimento médico de emergência, 193 para bombeiros, 199 para defesa civil e assim por diante. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número 911 cumpre essa função", disse Mendes Thame.

    Substitutivo

    A proposta aprovada é o substitutivo apresentado pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) na Comissão de Ciência e Tecnologia. O relator da CCJ, deputado Jutahy Junior (PSDB-BA) defendeu a constitucionalidade da proposta e, no mérito, defendeu o texto de Abi-Ackel. "Como é feito em outros países, a medida viria simplificar e dar respostas mais prestas e adequadas à demanda", disse Jutahy Junior.

    O substitutivo retirou do projeto inicial um dispositivo que obrigava as operadoras de telefonia a custear a operação dos serviços de emergência. O texto também retira a regra de que o atendimento a emergências seja executado por uma única operadora telefônica.

    Trote

    A proposta aprovada também exclui do texto a previsão de pena de detenção e multa para quem utilizar o serviço de forma abusiva, com a intenção de prejudicar ou impedir sua operação. A pena valeria para os casos de trote, por exemplo.

    Abi-Ackel argumentou no substitutivo que o Código Penal (Decreto-Lei 2948/40) já estabelece pena de detenção e multa para esses casos. De acordo com o código, quem interromper ou perturbar serviço telefônico estará sujeito a detenção de um a três anos, além de multa.

    Outra novidade do substitutivo aprovado é a determinação de que os serviços de emergência abrangidos pelo número 190 sejam definidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O texto, contudo, já enumera alguns serviços obrigatórios: Polícia Militar, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Defesa Civil, serviço público de remoção de doentes, Polícias Rodoviárias Federal e Estadual.

    Rodovias são desafio permanente aos serviços de emergência

    Anualmente, o Brasil registra quase 190 mil acidentes de trânsito apenas nos 58.152 quilômetros de rodovias federais. São 520 ocorrências por dia, em média. Do total de casos, 71 mil resultam em vítimas, com mais de 100 mil feridos e quase 9.000 mortes.

    Não por acaso, o trânsito é um desafio permanente aos serviços de emergência, que lutam contra o tempo, entre outros fatores, para minimizar as consequências de uma tragédia que a prevenção ainda não conseguiu evitar.

    A alta incidência de desastres nas rodovias é classificada como uma epidemia e um problema de saúde pública no país pelo cirurgião do Trauma Gustavo Fraga, presidente da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atenção Integral ao Traumatizado). "Os números são alarmantes, sejam em rodovias ou na área urbana", afirma. Fraga pondera que a SBAIT dedica especial atenção ao tema e defende que a diminuição dos acidentes passa pelo envolvimento de todas as esferas do governo, das entidades de profissionais de saúde, dos órgãos da área de educação e do comprometimento de toda a sociedade.

    "A redução das vítimas de trânsito no Brasil depende de ações de educação, desde o Ensino Básico e Ensino Médio nas escolas, da capacitação adequada dos condutores e orientação de pedestres, de uma maior fiscalização sobre as leis do trânsito, de campanhas continuadas de prevenção, entre outras medidas que gerem na população um comportamento mais responsável no que se refere ao trânsito", defende.

    Em 95% dos acidentes em estradas federais, há presença de um veículo de passeio e a colisão traseira é o cenário mais comum, conforme dados do Anuário Estatístico das Rodovias Federais 2011, brulgado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e PRF (Polícia Rodoviária Federal). As estatísticas também colocam Minas Gerais - estado de maior malha viária do país - na liderança do ranking de desastres em estradas federais, com 14,3% dos casos.

    Em que pese o incremento das campanhas preventivas, as emergências rodoviárias seguem um gráfico ascendente. Entre 2005 e 2011, houve um aumento de 71,6% nas ocorrências e de 68,6% naquelas que resultam em vítimas, o que traduz a preocupação com a gravidade dos acidentes. No período, o crescimento da frota de veículos no Brasil foi similar: 67,7%, segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

    Embora acompanhe o crescimento de veículos, não há qualquer indicativo de redução no número de acidentes. Para o chefe do departamento de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Carlos Alberto Guglielmi Eid, a alta incidência é inaceitável em qualquer sociedade minimamente organizada. Segundo ele, as regras e as aparentes restrições inbriduais são a base para a proteção dos cidadãos desta mesma sociedade, cabendo a ela decidir o nível de restrição inbridual que deseja impor para uma proteção coletiva aceitável.

    "Certamente, pelos números de acidentes e mortes que produzimos, as limitações não estão sendo cumpridas ou, então, precisam ser ampliadas", afirma.

    Historicamente, a Abramet tem se posicionado com ações que atacam a problemática do trânsito. Entre elas, aperfeiçoou o exame médico para a concessão da Carteira Nacional de Habilitação com a criação de diretrizes médicas e protocolos. Também realizou cursos de capacitação dos médicos examinadores e congressos médicos especializados, produziu orientações aos médicos gerais sobre os efeitos de medicamentos que afetam a capacidade de dirigir, estudos científicos sobre efeitos do álcool e outras drogas, transporte veicular de crianças e de gestantes, entre outros.

    Tais pesquisas servem de base para a legislação brasileira, como a resolução 432/2013 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que traz os procedimentos a serem adotados pelas autoridades de trânsito na fiscalização do consumo de álcool ou de outra substância psicoativa. Para a redução efetiva dos números, a entidade recomenda o rigoroso cumprimento da legislação vigente, fiscalização, boas estradas, veículos em adequadas condições e motoristas capazes e conscientes de seu papel no trânsito.

    Reportagem de Rafael Geyger
    Foto: Ascom - CBM-GO

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